sexta-feira, 3 de julho de 2009



Texto de Aluísio Cavalcante Jr.


Se você tem um sonho

De ver chegar um tempo,

Em que a força da amizade

Um novo mundo fará nascer...


E se esse sonho que nasce do teu coração,

Tem mais força que uma arma,

E mais simplicidade que uma flor,

Que espalha o perfume do amor

Ao que neste amor acredita

E ao que neste amor já não crê...


Saiba que este sonho que é teu

Também é meu...



SONHO COM UM TEMPO EM QUE DOS AVIÕES


CAIRÃO FLORES AO INVÉS DE BOMBAS.


O MUNDO NÃO PRECISA DE GUERRAS.




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A HISTÓRIA DO TEXTO



Este texto foi escrito quando lendo uma notícia sobre a guerra do Iraque, publicada em um jornal de grande circulação, vi uma foto de uma família iraquina que simbolizava toda a dor provocada pelo conflito.
Nesta foto, a família carregando seus filhos nos braços, contemplava a destruição
do seu país, por bombas jogadas por aviões norte - americanos.
Quantas vezes esta cena se repetiu ou se repetirá?
Quantas guerras serão necessárias para que se entenda que as guerras são desnecessárias?
Até quando este texto parecerá ter sido escrito na noite de ontem?


domingo, 14 de junho de 2009


PRECISO DE VOCÊ*

Letra de Aluísio Cavalcante Jr.
Música de David Duarte


Talvez em outro mundo
Eu já te conhecesse.
Talvez em outra era
(Em outra era)
Eu já te amasse.
Talvez n'outro universo,
Em outra dimensão,
Esse amor já existisse
No meu coração...

Preciso de você...
Preciso de você...
Preciso de você...
Deste amor tão intenso assim,
Preciso de você...
Preciso de você...
Pois só quando te encontro
É que encontro também a mim...

Preciso de você...
Preciso de você...
preciso de você...
Da tua paz, do teu calor.
Preciso de você...
Preciso de você...
Sei que uma vida só não basta,
P'ra viver tamanho amor!


*Créditos:

Aroldo Araújo: arranjo, baixo e violão.
Ítalo Almeida: teclado.
Luizinho Duarte: bateria e percussão.
David Duarte: voz e violão de aço.

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A HISTÓRIA DO TEXTO

Este poema se transformou em música pelas mãos de David Duarte, referência da nova
geração de cantores cearenses.
A música foi gravada em dois cds:
O primeiro CD intitulado FACES, foi parte de um lindo projeto do Colégio Santa Cecília,
que uniu educadores e talentos cearenses na sua construção.
O segundo CD intitulado POR INTEIRO, foi lançado pelo próprio David Duarte, sendo uma
bonita amostra do trabalho deste artista.

O poema foi escrito para Rejane Santos.
Uma mulher especial, de uma alegria intensa e de uma fé inabalável.
Agradeço a vida por tê-la conhecido.
Com ela aprendi a diferença entre viver e existir.





terça-feira, 2 de junho de 2009


ETERNO
Texto de Aluísio Cavalcante Jr.

Mesmo quando o homem viajar a Marte,
E tentar semear a vida neste planeta,
Haverá pessoas mais preocupadas com a Terra,
Com seus seres, águas e encantos,
Esquecidos entre lixos e fumaças.

Mesmo quando o homem em seus laboratórios,
Brincar com a vida
Como se dela o dono fosse,
Haverá pessoas mais preocupadas com o futuro,
Dos muitos condenados a não terem futuro,
Pela falta de um simples prato de comida.

Mesmo quando o homem tiver como campanheiros
As comunidades virtuais da Internet,
Haverá ainda os que acreditarão
Na força dos sorrisos e dos abraços,
E no imenso calor que se propaga
Em um olhar.


Se você compartilha desta fé
Então já não somos mais sozinhos.
Os nossos sonhos vão nos tornar mais fortes.


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A HISTÓRIA DO TEXTO


Uma vez ao ler uma notícia onde os jovens falavam sobre os amigos virtuais, fui invadido por uma tristeza. Como eram bons os tempos que os sorrisos eram dados diante de um olhar, onde amizade tinha um valor real, mágico, que nos transformava a vida.
Depois vi que não eram apenas os jovens que estavam vazios. Os adultos também. Milhões gastos em projetos espaciais, enquanto o nosso planeta agoniza, diante de um misto de devastação e egoísmo.
Diante de tudo isso é preciso manter a fé. É como diz o grande poeta Gonzaguinha:
Fé na vida, fé no homem, fé no que virá...
Os bons precisam estar juntos.

domingo, 3 de maio de 2009


















TESTAMENTO

Texto de Aluísio Cavalcante Jr


Enquanto eu viver:
Deixarei aos ministros de guerra
As minhas armas de paz.
Deixarei aos congressistas
Os meus projetos de justiça.
Deixarei aos que defendem a morte
Os meus direitos de viver.
Deixarei aos astrólogos
As minhas previsões de amor.
Deixarei para ser ensinado as crianças
A força que vem dos ideais.
Deixarei aos religiosos
As minhas crenças em Deus.
Deixarei aos que eu amo
O amor que se transforma em vida.
Deixarei aos que me amam
O amor que se transforma em união.
E deixarei ao mundo
Uma mensagem de fé,
De amor intenso e de esperança inabalável,
Com o intuito de que ele seja cheio de paz,
Sem guerras e sem falsos arsenais de amor.

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A HISTÓRIA DO TEXTO

O nascimento deste texto há alguns anos atrás, foi um compromisso que firmei com o futuro: nunca me desviar do justo, do melhor, do que faz bem ao mundo.
Este continua a ser o meu sonho, e continuará a ser para sempre.