sexta-feira, 22 de abril de 2011

(RE) APRENDENDO
Texto de Aluísio Cavalcante Jr.


Celebramos tantas sentimentos durante a vida,

Que às vezes esquecemos de celebrar a nossa própria vida.

Hoje, estou (re)aprendendo

A sentir tudo o que me dá sentido.

A celebrar os presentes diários que recebo na forma

De valiosas amizades,

De uma preciosa família,

De inegociáveis ideais,

Na alegria de amar e ser amado...

Sei que estou vivendo e não apenas existindo.

Sei que estou vivendo...

Estou vivendo....

Vivendo...

É dentro do coração que o céu começa.






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A HISTÓRIA DO TEXTO





Completar mais um ano de vida,

é sempre motivo de celebração.

Só posso agradecer à vida

os presentes que recebo a cada dia,

e que mantém acesa em mim

a chama da esperança da alegria.









sexta-feira, 8 de abril de 2011



DIANTE DA CHUVA

Texto de Aluísio Cavalcante Jr.




Início de noite.

Preso no trânsito,

Contemplo a chuva suave que cai sobre o carro.

No rádio, escuto uma música de John Barry,

Instrumental Suite From Indecent Proposal,

Composta para o filme PROPOSTA INDECENTE,

(Um dos filmes mais bonitos que já assisti).

Amo esta canção.

Amo esta chuva.

Passaria o resto da noite assim,

Apenas contemplando a chuva que cai

E escutando esta maravilhosa canção.

Há dias em que até os pensamentos silenciam.





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A HISTÓRIA DO TEXTO





Há dias em que as palavras nos abandonam

e o silêncio nos envolve o coração...










sábado, 5 de março de 2011


ENQUANTO ESPERO
Texto de Aluísio Cavalcante Jr.


Hoje o meu coração está distante.

Envio o meu espírito ao seu encontro,

Para envolvê-lo com a ternura de um abraço,

E trazê-lo novamente a mim.


Não sei quanto tempo durará esta espera.

Talvez um dia, uma semana, um mês...

Sinceramente não sei.

E assim enquanto espero,

Mergulho dentro de mim,

Para olhar-me no mais profundo do meu ser,

E entender sobre o que estou fazendo

Com a minha vida,

Com os meus sonhos,

Com o meu amor...


Hoje o meu coração está distante.

Envio o meu espírito ao seu encontro,

Para enfeitá-lo com o encanto da alegria,

E trazê-lo novamente a mim...







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A HISTÓRIA DO TEXTO






Há dias que o coração está tão longe,

que é necessário ir ao seu encontro

para que a distância possa ainda ser vencida.

Em dias assim fico em silêncio.

Um silêncio sem alegria,

mas também sem desespero...










quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

SOBRE O AMOR E O TEMPO
Texto de Aluísio Cavalcante Jr.


Há amores

Que nos completam.

Há amores

Que nos multiplicam.

Os primeiros,

Fazem-nos transbordar de alegrias.

Os segundos,

Fazem-nos transbordar de plenitudes.

Cada tipo de amor tem seu exato tempo de existir,

E seu exato tempo de se fazer história em nossa vida.

Assim,

O melhor que podemos fazer pelo amor,

É não querer transformá-lo em eternidade,

Pois, somente o amor

É capaz de escolher

O instante perfeito de chegar,

E o momento único de partir.





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A HISTÓRIA DO TEXTO






Passar por esta vida e viver um amor,

é receber um presente da vida.

Acredito que para viver este sentimento

a palavra eternidade deveria ser substituída

pela palavra intensidade.

Amores vividos assim

escrevem histórias em nossas histórias.












quinta-feira, 27 de janeiro de 2011




UM POEMA QUE EU QUERIA TER ESCRITO



"Eu te amo - disse.

E o mundo despencou-lhe nas costas.

Não havia de sofrer tanto.

O mundo pesa sobre o amor.

Leveza dá pena no espaço.

E se teu amor por mais pedra não voar:

liberta tuas costas do peso que não carregas.

E se teu amor por mais pena não mergulhar:

vai te banhar e olha-te no olhar que não te cegas.

Se teu amor te pesa mais que o mundo que carregas:

degela-o e deixa-o beber os deltas."




GERO CAMILO




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A HISTÓRIA DO TEXTO





Há palavras que dizem tanto,

tão inundadas de beleza,

que ficamos o observá-las e sentí-las.

É como se fossem nossas,

embora nacidas de outras mãos.

Esta é a magia de um poema:

se fazer vida em outras vidas.







Ouvi este poema pela primeira vez

na voz de um cantor goiano chamado RUBI,

inserida em uma música intitulada AI,


de autoria de TATA FERNANDES e KLEBER ALBUQUERQUE.

O vídeo traz esta música.


RUBI canta com a alma, com o espírito

e com a vida.

Segue a letra da música para quem se der o presente


de acompanhar a canção.

Sem pressa, sem tempo, sem depois...






AI

Deu meu coração de ficar dolorido

Arrasado num profundo pranto

Deu meu coração de falar esperanto

Na esperança de se compreendido

Deu meu coração equivocado

Deu de desbotar o colorido

Deu de sentir-se apagado

Desiluminado

Desacontecido

Deu meu coração de ficar abatido

De bater sem sentido

Meu coração surrado

Deu de arrancar o curativo

Deu de cutucar o machucado

Deu de inventar palavra

Pra curar de significado

O escuro aço denso do silêncio

No coração trespassado



"Eu te amo - disse.

E o mundo despencou-lhe nas costas.

Não havia de sofrer tanto.

O mundo pesa sobre o amor.

Leveza dá pena no espaço.

E se teu amor por mais pedra não voar:

Liberta tuas costas do peso que não carregas.

E se teu amor por mais pena não mergulhar:

Vai te banhar e olha-te no olhar que não te cegas.

Se teu amor te pesa mais que o mundo que carregas:

Degela-o e deixa-o beber os deltas."


Deu meu coração de ficar abatido

De bater sem sentido

Meu coração surrado

Deu de arrancar o curativo

Deu de cutucar o machucado

Deu de inventar palavra

Pra curar de significado

O escuro aço denso do silêncio

No coração trespassado

Ai

Ai ai

Ai












segunda-feira, 10 de janeiro de 2011


ENTRE SINFONIAS E SILÊNCIOS
Texto de Aluísio Cavalcante Jr.


Há dias que ao olhar-me,

Percebo-me como oceano,

E para onde olho sempre vejo,

Muitos barcos a navegar em mim.



Mas há dias que ao olhar-me,

Percebo-me como barco,

E para onde olho nunca vejo,

Oceanos onde eu possa navegar.



Assim vou vivendo os meus dias.

Nos dias de oceano, sou sinfonia.

Nos dias de barco, sou silêncio.

E me assusta ver que com o passar do tempo,

Cada vez mais existem dias de silêncio

Habitando em mim.





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A HISTÓRIA DO TEXTO





O tempo conduz muitas vidas à solidão.

Quem dera que não fosse assim...









domingo, 26 de dezembro de 2010


OLHAR O MUNDO COM OS OLHOS DO CORAÇÃO
Texto de Aluísio Cavalcante Jr.


Olhar o mundo com os olhos do coração,

É algo que estou aprendendo com o tempo,

Assim não me permito desistir do amor,

Assim insisto em não desistir de amar.

Estou aprendendo com o tempo que só o amor justifica a vida.

Que viver plenamente nos faz melhores e mais fortes,

E este é o sentido maior dos nossos dias.

Neste segundo ano de vida do blog,

Cada pessoa que aqui esteve multiplicou meus sentimentos.

Trouxe até mim uma felicidade simples e plena,

Difícil de explicar, mas adorável de sentir.

Obrigado por cada palavra registrada nos comentários.

Obrigado por quem nos seguiu ou simplesmente visitou.

Obrigado de coração,

Por ajudarem a escrever com vida,

Páginas preciosas da minha história.










terça-feira, 7 de dezembro de 2010


O NATAL VERDADEIRO
Texto de Aluísio Cavalcante Jr.


Silêncio!

O Natal está chegando.

Já podemos ouvir os sons que chegam das ruas.

Já podemos ver as árvores enfeitadas de luzes.

Na televisão muitas propagandas falam do Natal.

Crianças correm e pedem presentes.

As lojas se enchem de pessoas que correm de um lado ao outro

Cheias de pacotes.

Comemoram-se as compras, as vendas, o consumo.


Mas o verdadeiro Natal não é esse.

O verdadeiro Natal chega silencioso a cada vida,

E toma conta de cada coração

Que não tenha perdido a doçura de sentir.

Este natal chega de graça,

E também cheio de graça,

Trazido pelo brilho suave da mais bela das luzes,

A luz da fé.


Por isso neste Natal

Mais que presentes é preciso distribuir amor.

É preciso abraçar nossos amigos.

Dividir a nossa mesa com aqueles que têm fome.

É preciso amar nossas famílias.

Caminhar com os nossos filhos.

Reaprender a doçura de sentir.

Sentir como é bom estar vivo.

Sentir como é bom ter um lar.

Sentir a grandeza do amor de Deus

Por meio do presente maior que poderia nos ser dado:

Seu filho Jesus.


E cada um que celebre esta noite.

Cada homem, cada mulher,

Que entenda que o Natal não é consumo, é doação.

Que entenda que o Natal não é uma data, é celebração.

Que sinta o coração encher-se de esperança.

Tem a obrigação de ensinar a cada dia,

O valor da fé, da amizade, da solidariedade,

E celebrar o verdadeiro nascimento de Jesus,

Que nasceu para que o mundo fosse melhor.

Que nasceu para que o mundo fosse amor.





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A HISTÓRIA DO TEXTO





Quando escrevi este texto, era véspera de Natal.

Imaginei que pudesse dividí-lo com minha família e amigos,

para celebrarmos uma noite verdadeira,

onde amizade, agradecimento e esperança,

pudessem ser vividos em sua plenitude.

Que o maior presente que possamos dar a alguém esta noite

não seja material,

mas seja o olhar de amor

capaz de justificar a vida.