quinta-feira, 22 de abril de 2010


CELEBRO A MINHAVIDA
Texto de Aluísio Cavalcante Jr


Celebro a minha vida

Com a plenitude dos sentimentos

E a brevidade do tempo.

Já não sei o que são certezas.

Já não sei o que são dúvidas.

Apenas sei que pertenço ao amor.

Amor ao qual me entrego

Como pássaro que abre as asas

E se entrega aos ventos.

Assim celebro a minha vida

Com a plenitude do hoje

E a brevidade do amanhã.

Já não faço planos.

Já não me desespero.

Apenas sei que o tempo é curto

E que ainda há tanto por fazer.

Celebro a minha vida

Vivendo meu tempo

Sem me preocupar com a minha brevidade.

Fazendo feliz.

Sendo feliz.

Encontrando a cada dia meus sentidos

No amor que justifica o existir

E faz a vida valer à pena.





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A HISTÓRIA DO TEXTO






Celebramos tantas coisas durante a vida,

que às vezes esquecemos de celebrar a vida.

Escrevi este texto quando pensava nisso.

Estou (re)aprendendo

a sentir as coisas que me dão sentido.

Hoje, dia do meu aniversário,

celebro os presentes diários que recebo:

Valiosas amizades.

Uma preciosa família.

Inegociáveis ideais.

Sei que estou vivendo e não apenas existindo.

Sei que estou vivendo...

Estou vivendo....

Vivendo...










domingo, 11 de abril de 2010



TEMPO DE CELEBRAR
Texto de Aluísio Cavalcante Jr.


Nestes dias de abril celebro a minha vida.

Se pudesse abraçaria todos os que fizeram de mim o que hoje sou.

Sou humano.

Sou feliz.

Sou gente.

Não sei quantos dias me restam.

Não sei quantas pessoas encontrarei pelos caminhos.

Mas sei que cada pessoa que chega

Faz o amor crescer dentro de meu coração,

Tornando-me um eterno apaixonado pela vida,

Que embora não me pertença,

É o que de melhor existe em mim.





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A HISTÓRIA DO TEXTO




Este ano estive pensando sobre a vida e sua duração,

E semelhante a uma criança que come um chocolate,

ao perceber que já o comeu pela metade,

têm cuidad0 com a parte que ainda resta.

Assim percebo a minha vida.

Preciso cuidar dela e dos que dão sentido a ela,

de modo cada vez mais especial.





A arte desta postagem foi feita pela amiga Adna,

e publicada no seu blog

http://www.sentimentosad.blogspot.com/

sobre o poema de minha autoria AOS QUE AMAM.











domingo, 28 de março de 2010



UM POEMA E UMA LÁGRIMA
Texto de Aluisio Cavalcante Jr.


Nestes dias em que se celebra a vida da mulher,

Fico a pensar nas inúmeras mulheres que vagam pelo mundo,

Sem ter direito a celebrar as suas vidas.

Mulheres vítimas de exploração sexual.

Mulheres que sofrem violência doméstica.

Mulheres que vêem seus filhos se perderem pelo mundo.

Mulheres que são vítimas de trabalho escravo.

Mulheres que tem corpos e almas mutilados

Em nome de tradições justificadas pela irracionalidade.

Mulheres são jardins onde crescem sementes de vida.

Se deixarmos morrer estes jardins,

Deixaremos morrer também a esperança

E todas as coisas boas que nascem a partir desta esperança.

A essas inúmeras mulheres dedico este poema,

Embora saiba que ele não chegará às suas mãos,

E também as minhas lágrimas,

Com as quais inundei de carinho estas palavras.







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A HISTÓRIA DO TEXTO





Em sua edição de junho de 1985, a revista americana

National Geographic

publicou aquela que se tornaria uma de suas capas mais famosas.

Ela trazia a foto de uma menina afegã,
de olhos verdes,

dona de uma beleza extraordinária,

emoldurada por cabelos desgrenhados e um xale rasgado.

Chamava-se Sharbat Gula.

A imagem quase bíblica, feita no ano anterior,

em um campo de refugiados no Paquistão, correu o mundo como

síntese do sofrimento de um país antiqüíssimo,

devastado por uma guerra que lhe

estava matando a esperança – na época, contra o invasor soviético,

instalado no Afeganistão desde 1979.

O encontro entre a menina e o fotógrafo Steve McCurry foi breve.

Em janeiro de 2002, uma expedição da National Geographic

viajou ao Afeganistão, com a missão e localizá-la.

Aos trinta anos, envelhecida precocemente,

pouco lembrava a menina de antes.

Mãe de quatro filhas ( uma das quais já falecida ), semi-analfabeta,

seu grande sonho era que suas filhas pudessem estudar.

"Eu queria terminar a escola, mas não foi possível.

Fiquei triste quando tive de sair."

Para ser fotografada, ela teve de pedir permissão ao marido.

Foi a segunda foto que ela tirou em toda a sua vida.

Em reconhecimento a Sharbat Gula, a National Geographic

criou um fundo de caridade,

com o objetivo de beneficiar as mulheres afegãs.



Penso que enquanto vidas não puderem ser vividas plenamente,

nossa missão no mundo jamais estará concluída.









terça-feira, 16 de março de 2010



SUAVE INSPIRAÇÃO
Texto de Aluísio Cavalcante Jr.


A cada amanhecer de um novo dia,

Pode-se observar ao lado do nascer do sol,

A melodia suave do canto dos pássaros,

O crescer das verdadeiras alegrias,

O perfume da vida que brota das manhãs.

Porém o que seria a chegada de um novo dia

Se não houvesse o olhar de uma mulher?


A cada dia que a vida cresce em nós,

Crescem com ela nossos sonhos de futuro,

E a fé em tempos plenos de esperança

Repletos de dias mais calmos e melhores,

Confirmando nossas crenças inabaláveis

De que o amor sempre chegará.

Porém como cresceriam as esperanças

Se não houvesse o sorriso de uma mulher?


Voltar para casa a cada final de dia,

E abraçar nossas mães, filhas, esposas,

Amigas e companheiras de vida,

Faz-nos entender que a vida tem as cores dos afetos.

Celebrar a vida de uma mulher

É uma inspiração para se cultivar todos os dias,

Pois o que seria da existência de um homem,

Se não houvesse para dar sentido a sua vida

A inspiração verdadeira de uma vida de mulher?





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A HISTÓRIA DO TEXTO





Quando escrevi este texto,

imaginava que a grande alegria de um homem

era ter a sua vida multiplicada pelo amor de uma mulher.

Hoje já não imagino.

Tenho certeza.









quinta-feira, 4 de março de 2010


O JOVEM E O GÊNIO
Texto de Aluisio Cavalcante Jr.



Há muitos anos atrás

Um jovem de uma pequena cidade perdida no tempo,

Encontrou uma lâmpada maravilhosa.

Esfregou-a, aparecendo em seguida

Envolto em fumaça,

Um gênio encantado,

Que com uma voz suave e forte disse:


“- Pede o que quiseres meu jovem.

Basta um pedido teu

Para que eu coloque em tuas mãos,

O maior dos tesouros, entre todos os tesouros,

A maior das belezas, entre todas as belezas,

O maior dos sonhos, entre todos os sonhos...”


O jovem que a tudo escutara pacientemente

Vendo o gênio silenciar, respondeu:


“- Bondoso gênio.

O maior dos tesouros,

A maior das belezas,

O maior dos sonhos,

Não poderás jamais dá-los a mim,

Pois eles voam nas asas de um pássaro

Que escolhe em quais céus deve voar.


Não podem pertencer a um homem,

Pois voam pelo mundo

Dando valor às esperanças,

Semeando a beleza das revoluções,

Gerando os sonhos de liberdade...”


“- E que pássaro é este que não posso dar-te, meu jovem?”

Perguntou o gênio.


“- Ainda não descobristes?”

Respondeu o jovem sorrindo.


“- Chama-se MULHER!”





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A HISTÓRIA DO TEXTO





Este texto nasceu de uma homenagem ao dia da mulher.

Mulheres merecem afeto todos os dias.

Não como seres perfeitos, mas companheiras de viagem.

Acredito que se o mundo fosse mais feminino

a vida seria mais calma.

Mulheres tem o dom de tornar o aparentemente simples

no eternamente encantador.










sábado, 20 de fevereiro de 2010

CHAMAS
Texto de Aluísio Cavalcant Jr.



Hoje a alegria dá novas cores ao meu olhar.

Sinto-a plena dentro e fora de mim.

Sinto-me leve.

Deliciosamente leve.

Se for verdade que a alegria é chama

Que acende a vida,

Posso dizer que hoje

Minha vida arde em labaredas que chegam ao infinito.

Estou totalmente em chamas.




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A HISTÓRIA DO TEXTO





Escrevi este poema em um momento que a alegria

inspirava vida em meu coração.

Estava feliz.

Deliciosamente feliz.









sábado, 13 de fevereiro de 2010




UM POEMA QUE EU QUERIA TER ESCRITO


O MELHOR DE MIM
Poema de Nel Meirelles.


O melhor de mim

Não está nos poemas

Que derramo pela vida.

Nem nas notas das minhas canções.

O melhor de mim

Não está no meu sorriso,

E nem no meu pranto,

E nem no brilho do meu olhar.

O melhor de mim,

Estou (re) aprendendo agora,

É essa imensa capacidade

De ser um e ser dois,

De dar nuvens e dar chão,

De dar estrelas e dar pão.

O melhor de mim,

(abriu-se este clarão),

É ter a coragem

De buscar no meu peito,

Mesmo dolorido, a alegria

De me reencontrar

Comigo mesmo,

E gostar do que vejo.

O melhor de mim

É ter a certeza,

De que o melhor de mim,

Sou eu mesmo.







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A HISTÓRIA DO TEXTO




Nestes tempos de reflexões pessoais,

onde a vida tem dado e retirado de mim

coisas e pessoas importantes,

este texto escrito por Nel Meirelles me marcou profundamente.

Talvez pelo momento vivido por ele,

que viera falecer pouco tempo depois.

Talvez pelo momento vivido por mim,

que estou reescrevendo minhas histórias.

Resolvi dividir este texto com vocês.

É uma parte de mim escrita por outra pessoa.

E uma das minhas melhores certezas.





Quem desejar conhecer melhor NEL MEIRELLES

pode visitar www.falapoetica.blogger.com.br









segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010


CENA DE FAVELA

Texto de Aluísio Cavalcante Jr.



I


Ante a luz de pálida vela,

Na favela,

Uma criança chora.

E perante a noite meiga,

Cada lágrima é uma queixa.

Cada soluço, uma mágoa.



Por entre as paredes de barro,

Do barraco,

Um canto ouve-se agora.

É a mãe da criança que canta,

Com uma voz tão meiga e branda,

Que o filhinho aflito acalma.



“- Meu filhinho dorme... dorme...

Não chore assim, não... não.

Enxugue teu rosto lindo,

Filhinho do coração.

Nosso dinheiro acabou-se.

Findou-se também o pão.



Teu pai, coitado... coitado...

Do trabalho não chegou.

Coitado trabalha muito,

Mas pouco lhe dão valor.

Ontem te vendo magrinho

De tristeza até chorou.



Eu também saí cedinho

Com minha velha sacola.

Andei por muitos lugares.

Bati de porta em porta.

“- Perdoa”, todos disseram

Todos negaram a esmola.



Por isso não chore filho.

Não chore assim, não... não...

Enxugue teu rosto lindo,

Meu filho do coração.

Nosso dinheiro acabou-se,

Findou-se também o pão”.



Com os olhinhos cheios d’água

E de mágoa,

A mãe parou de cantar.

Depois de orar complacente,

Saiu do quarto mansamente,

Para o filho não acordar.




II

Ante a luz de pálida vela,

Na favela,

Uma criança dorme.

E perante a noite branda,

Segue sonhando a criança,

Que dormiu sentindo fome.






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A HISTÓRIA DO TEXTO





Este texto nasceu com o objetivo de nos lembrar,

que por trás de um Brasil tão rico, existe um Brasil tão pobre.

Enquanto houver uma pessoa com fome,

nossa missão no mundo estará incompleta.

Nossa felicidade também.