segunda-feira, 10 de janeiro de 2011


ENTRE SINFONIAS E SILÊNCIOS
Texto de Aluísio Cavalcante Jr.


Há dias que ao olhar-me,

Percebo-me como oceano,

E para onde olho sempre vejo,

Muitos barcos a navegar em mim.



Mas há dias que ao olhar-me,

Percebo-me como barco,

E para onde olho nunca vejo,

Oceanos onde eu possa navegar.



Assim vou vivendo os meus dias.

Nos dias de oceano, sou sinfonia.

Nos dias de barco, sou silêncio.

E me assusta ver que com o passar do tempo,

Cada vez mais existem dias de silêncio

Habitando em mim.





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A HISTÓRIA DO TEXTO





O tempo conduz muitas vidas à solidão.

Quem dera que não fosse assim...









domingo, 26 de dezembro de 2010


OLHAR O MUNDO COM OS OLHOS DO CORAÇÃO
Texto de Aluísio Cavalcante Jr.


Olhar o mundo com os olhos do coração,

É algo que estou aprendendo com o tempo,

Assim não me permito desistir do amor,

Assim insisto em não desistir de amar.

Estou aprendendo com o tempo que só o amor justifica a vida.

Que viver plenamente nos faz melhores e mais fortes,

E este é o sentido maior dos nossos dias.

Neste segundo ano de vida do blog,

Cada pessoa que aqui esteve multiplicou meus sentimentos.

Trouxe até mim uma felicidade simples e plena,

Difícil de explicar, mas adorável de sentir.

Obrigado por cada palavra registrada nos comentários.

Obrigado por quem nos seguiu ou simplesmente visitou.

Obrigado de coração,

Por ajudarem a escrever com vida,

Páginas preciosas da minha história.










terça-feira, 7 de dezembro de 2010


O NATAL VERDADEIRO
Texto de Aluísio Cavalcante Jr.


Silêncio!

O Natal está chegando.

Já podemos ouvir os sons que chegam das ruas.

Já podemos ver as árvores enfeitadas de luzes.

Na televisão muitas propagandas falam do Natal.

Crianças correm e pedem presentes.

As lojas se enchem de pessoas que correm de um lado ao outro

Cheias de pacotes.

Comemoram-se as compras, as vendas, o consumo.


Mas o verdadeiro Natal não é esse.

O verdadeiro Natal chega silencioso a cada vida,

E toma conta de cada coração

Que não tenha perdido a doçura de sentir.

Este natal chega de graça,

E também cheio de graça,

Trazido pelo brilho suave da mais bela das luzes,

A luz da fé.


Por isso neste Natal

Mais que presentes é preciso distribuir amor.

É preciso abraçar nossos amigos.

Dividir a nossa mesa com aqueles que têm fome.

É preciso amar nossas famílias.

Caminhar com os nossos filhos.

Reaprender a doçura de sentir.

Sentir como é bom estar vivo.

Sentir como é bom ter um lar.

Sentir a grandeza do amor de Deus

Por meio do presente maior que poderia nos ser dado:

Seu filho Jesus.


E cada um que celebre esta noite.

Cada homem, cada mulher,

Que entenda que o Natal não é consumo, é doação.

Que entenda que o Natal não é uma data, é celebração.

Que sinta o coração encher-se de esperança.

Tem a obrigação de ensinar a cada dia,

O valor da fé, da amizade, da solidariedade,

E celebrar o verdadeiro nascimento de Jesus,

Que nasceu para que o mundo fosse melhor.

Que nasceu para que o mundo fosse amor.





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A HISTÓRIA DO TEXTO





Quando escrevi este texto, era véspera de Natal.

Imaginei que pudesse dividí-lo com minha família e amigos,

para celebrarmos uma noite verdadeira,

onde amizade, agradecimento e esperança,

pudessem ser vividos em sua plenitude.

Que o maior presente que possamos dar a alguém esta noite

não seja material,

mas seja o olhar de amor

capaz de justificar a vida.













sexta-feira, 26 de novembro de 2010


POEMA PARA A TUA AUSÊNCIA
Texto de Aluísio Cavalcante Jr.


O abraço não sentido.

O desejo sufocado.

A emoção contida.

O beijo não provado.

A frase de amor silenciada.

O carinho impossível.

Tudo coube neste momento

Em que busquei a tua presença,

E encontrei tão somente

As minhas mãos vazias.





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A HISTÓRIA DO TEXTO.





Nada mais intenso do que a ausência de alguém muito amado.

Saudade é assim.

Faz a ausência doer mais.

Faz idealizar histórias que poderiam

ser vividas, escritas e eternizadas.

Para mim é uma espécie de encontro com o impossível.










domingo, 14 de novembro de 2010

E POR FALAR EM AMIZADE...
Texto de Aluísio Cavalcante Jr.


Os caminhos que nos trazem

Também são os caminhos que nos levam.

Enquanto caminhamos por eles

Os enfeitamos com flores de amizade.

Se quando partimos percebemos que fizemos a nossa parte.

Que inspiramos idéias e ideais verdadeiros.

Que fomos parte de um todo

E fomos um todo em qualquer parte,

Então a história construída valeu à pena,

E o que era simplicidade,

Transforma-se em eternidade.

Amigos nunca partem,

Se existem histórias para lembrar.

Continuam presentes em nossa vida,

Habitando este nosso imenso mundo

Chamado coração.




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A HISTÓRIA DO TEXTO





Penso que as pessoas que passam por nossas vidas,

não chegam para ficarem para sempre,

mas para ficarem o exato tempo,

de escreverem suas histórias em nossas vidas.







Texto dedicado ao amigo Régis,

Que partiu em direção a novos sonhos.










sábado, 30 de outubro de 2010


DE REPENTE
Texto de Aluísio Cavalcante Jr.



Vieste quando eu não te esperava.

Partiste quando eu mais te precisava.

Demoraste tanto a chegar

E levaste tão pouco tempo para ir.

Levaste tanto de mim

E deixaste tão pouco de ti,

Em vagos detalhes que ficaram contidos,

Nesta saudade,

Neste vazio,

Nesta lembrança.





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A HISTÓRIA DO TEXTO





Escrevi este texto há muitos anos.

Lendo-o novamente vejo que a ideia que o inspirou

continua verdadeira para mim.

Quem parte leva tão pouco de nós. Por isso parte.

Quem parte deixa tão pouco de si. Por isso nos parte.










sábado, 16 de outubro de 2010


?
Texto de Aluísio Cavalcante Jr.


O que restará de mim

Quando a vida

Já não existir em mim?

Quem será capaz de sentir

A minha presença por trás das palavras,

E será capaz de imaginar o sorriso

Que fazia morada em mim?


O que restará dos sonhos que habitaram em mim,

Quando já não houver mais sonhos em mim?

Para onde irá o brilho do meu olhar,

A fé das minhas palavras,

E os sons de minha voz?


Mas se apenas uma lembrança minha sobreviver em ti,

Tudo terá valido a pena.

E estarei tranqüilo como um barco

Ancorado em um cais de mares calmos.

Assim por onde caminhares

Cuida com afeto do que um dia foi minha vida

E por favor, não se esqueça de mim...

Não se esqueça...

Não se esqueça...

De mim...





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A HISTÓRIA DO TEXTO






Estes dias o tema morte tem estado presente em minha vida

de modo constante.

Penso que a morte física é para quem fica uma dor intensa,

mas a morte das lembranças é para quem parte uma dor pungente.



Este texto é dedicado ao querido amigo HOD.

Um dos primeiros amigos que chegaram neste espaço virtual

para comentar os meus textos

e perceber a vida que havia neles.

Seu último comentário foi sobre o poema que escrevi

sobre a morte de meu pai.

Palavras simples de esperança na vida

e tão profundas para o entendimento da vida.

Tenho certeza amigo
HOD,

que muitos o levarão em suas lembranças.










sexta-feira, 1 de outubro de 2010


UMA LIÇÃO PRECIOSA
Texto de Aluísio Cavalcante Jr.


Aprendi que quando os braços da tristeza nos envolvem,

O olhar da amizade nos liberta.

Que o passado embora importante

Pertence as lembranças,

E somente o presente é o que nos resta,

Envolvendo-nos com seus preciosos minutos de vida,

Convidando-nos a abrir o coração a alegria,

E dessa alegria provar seu mais intenso sabor.



Hoje sei que se alguém sente a nossa falta,

E nos chama de volta aos seus caminhos,

Aí está a resposta sobre o sentido do nosso existir,

Pois do amor viemos,

E para o amor seguiremos.

Assim de braços dados a esta certeza,

Estou de volta a alegria.

Vida me abraça,

Pois já não sou sozinho.





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A HISTÓRIA DO TEXTO






Nestes dias onde a dor nos ocupa o coração,

é bom saber que existem pessoas a cuidar de nós.

Amigos reais e virtuais nos falam de alegria,

E nos inspiram a retomar o nosso compromisso

De andar de mãos dadas com a felicidade.

A vocês a minha eterna gratidão.